quinta-feira , novembro 15 2018
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Pregar uma coisa e viver outra: Desafios da vivência da Palavra de Deus

aaaaaaaaaaaaaaa(Por Andreane Miyahara Neves – Professor da rede pública e privada de Jataí – GO, coordenador pedagógico na rede estadual de ensino, licenciado em Letras-Português e Pedagogia, especialista em literatura brasileira. Membro atuante de equipes de liturgia e ministro extraordinário da sagrada comunhão.) Setembro/2018.

 

“Fulano prega uma coisa, mas vive outra”, dizem as pessoas. Já não é de agora que o ressoar destes e outros dizeres chegam até os nossos ouvidos, às nossas comunidades e lideranças. Mas, então, o que de fato acontece? É de praxe “pregar” isto ou aquilo e viver o que não se prega? Eis os desafios de viver a Palavra de Deus em tempos de modernidade, contra pontos, novas tendências e estilos e acomodações variadas.

Setembro é o mês dedicado à bíblia, Palavra de Deus, fonte de vida e sabedoria. Sendo o livro mais lido no mundo, a bíblia continua a iluminar os caminhos das pessoas como uma “lâmpada para os pés” para que aqueles que a tomarem como escudo da fé e regra de vida, sejam agraciados e orientados tornando-se luzes por onde passam. É muito bonito e singelo falar de bíblia e suas lições que norteiam vidas e almas, porém não podemos nos esquecer que muitos são os desafios de por em prática o que ela prega e que posteriormente nós pregamos. À luz da Palavra de Deus é que somos convidados a estabelecer um processo de mão dupla: Escutar a Palavra e praticá-la.

Comumente somos falhos e caímos no “achismo” de que podemos fazer o que bem queremos como queremos, onde queremos e com quem queremos. Pura falácia e mega ignorância agir e pensar desta forma. O processo de vivência da Palavra deve ser constante e merece os cuidados minuciosos, pois é Deus quem nos fala, nos inspira e nos conduz por meio da Sagrada Escritura. O juízo de valores e as pífias ações que muitas vezes praticamos são sinônimos de fraqueza e pequenez frente à grandeza de um Deus que orienta, direciona, aponta, perdoa, abençoa e faz prodígios.

Não sejamos, portanto, agentes do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Sejamos, pois, agentes do bem e promotores da renovação, do perdão, da reconstrução, do amor, do diálogo…

É fato que somos pecadores, mas a esperança deve perdurar na certeza de que estamos na luta por dias melhores e por gestos mais nobres e cheios do evangelho. A esperança deve perseverar sempre!

Cultivemos em nós, nossos lares, nossas atividades sociais e religiosas, a paz e o comprometimento para com a Palavra de Deus. Fácil? Não. Mas não é impossível. É dever e meta, diariamente, exercitarmos as leituras e sabermos que cada um de nós é chamado à santidade e a construção de uma sociedade fraterna e justa. Tudo isso, coadunado com a oração, promoverá um encontro ímpar entre a bíblia e o meu “eu’, entre eu e o outro que, num misto de respeito, faz brotar a aceitação de que o ser humano é solo que merece mudança e avivamento. Sendo assim, sejamos a mudança que queremos no mundo! Que este mês de setembro nos inspire, por meio da bíblia, a repensarmos nossas ações e vivências. Que a Sagrada Escritura penetre em nossos corações e faça-nos ver, tal qual nos aponta o Papa Francisco, que “o nome de Deus é misericórdia”.

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