quarta-feira , agosto 16 2017
Inicio / Artigos / DOCE SEMPRE VIRGEM MARIA: IMACULADA E MÃE!

DOCE SEMPRE VIRGEM MARIA: IMACULADA E MÃE!

Maria nasceu pura e sem qualquer mancha, isenta do pecado e exuberante de graças pelo Altíssimo, pelo mérito de ser a escolhida por Deus para ser a Mãe do Senhor, a Mãe do Salvador e Redentor dos homens. A Igreja celebra a Festa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora no dia 08 de dezembro.

É refletindo no seu maternal exemplo que a Igreja desde os primeiros séculos cristãos cresce e amadurece na fé, pois é na sua presença que aprendemos a ouvir e obedecer ao seu chamado a todos os servos de todos os tempos: “Fazei tudo aquilo que Ele vos disser”.

Também nós, em nossa caminhada cotidiana, devemos aprender com Maria que em nossas dificuldades ou necessidades devemos sempre confiar, esperar em Deus, fazendo o que nos é possível; do impossível certamente Deus estará na direção, agindo em nossa vida segundo a sua vontade. A nós, Maria pede tão somente que façamos “tudo aquilo que Ele nos disser”, a cada momento, mesmo não sabendo ao certo o que acontecerá.

Tudo em Maria tem raiz, orientação e sentido cristocêntrico. Isto porque tudo nela parte e se refere a sua condição de Mãe Virginal de Cristo, que é Deus. Esta maternidade divina de Maria é a expressão do povo cristão que venera e invoca a virgem em todo o mundo. Todos os títulos marianos, assim como as solenidades litúrgicas referidas a Maria, não são como coisa paralela ao mistério de Cristo, mas fazem parte dele.

É a maternidade divina de Maria a explicação do cumprimento de seu mistério e missão; é sua razão de ser, seu condicionamento prévio e posterior: a Imaculada Conceição e Assunção gloriosa, passando por sua virgindade e sua participação nos episódios da infância, vida apostólica, paixão, morte e ressurreição de Jesus, assim como no prolongamento deste na vida da Igreja pelo seu Espírito.

A mãe do Senhor representa a nova mulher e, junto com Cristo, a humanidade restaurada na amizade de Deus que o pecado havia rompido. Maria é a perfeita cristã, a primeira discípula de Cristo, que escutava a Palavra de Deus, meditava-a em seu coração e a punha em prática em toda a sua vida. Maria precedeu-nos no exemplo da fé, entrega, disponibilidade e serviço a Deus e aos irmãos. Por isso, ela é para nós o modelo de caridade e da perfeita união com Cristo.

É junto à cruz que podemos compreender a dimensão do amor de Maria para com toda a humanidade. É ali, quando transpassada por dor atroz, ouve as palavras do Filho Crucificado: “Mulher eis aí teu Filho” (Jo 19, 26) ela não recebe apenas o discípulo amado por filho, mas a cada um de nós. E como mãe zelosa não nos abandona e continua, ainda hoje, a interceder por nós, seus filhos. A missão de Maria, portanto, não se restringe a ser Mãe do Filho de Deus; sua missão vai além, muito além. Ao pronunciar o ‘fiat’ Maria não impõe condição alguma, ela simplesmente confia na ação de Deus em sua vida. Ela se entrega de corpo e alma. Mesmo sentido todo o peso do seu “sim”, Maria confia. E é na confiança de Maria em Deus que devemos nos espelhar.

O anúncio do anjo Gabriel à Maria foi o marco de uma nova vida, porque ela não mais pertencia a si mesma e sim unicamente à vontade de Deus. Foi através dessa profunda experiência com a voz e o chamamento do Pai para a sua vida que Maria pôde, então, se tornar a anunciadora da Boa Nova. Aquela que pela sua presença traz Jesus aos corações.

É necessário olharmos para o exemplo de Nossa Senhora para percebermos que anunciar Jesus Cristo requer uma disposição interior, que nos leva a crer na Palavra de Deus, e deixar que ela se torne concreta em nossa vida pela ação do Espírito Santo. Falar de Maria, pensar na vida de Maria nos remete a mais de dois mil anos atrás a uma cidadezinha chamada Nazaré, quando uma jovenzinha simples e pura recebe, inesperadamente, a visita de um Anjo saudando-a de maneira ímpar, chamando-a “cheia de graça”, anunciando que ela seria a Mãe do Salvador.

Podemos, a partir daí, imaginar quão perturbada ficou Maria, aquela jovenzinha de Nazaré, diante de tal saudação. Naquele momento o Anjo esperava uma resposta que não se fez esperar. O “sim” tão esperado veio e com o ‘fiat’ de Maria, sem reservas e incondicional, fez vir ao mundo o Filho de Deus, o Salvador e Redentor de toda a humanidade.
Mas Maria estava desposada de um jovem de nome José e ainda não o “conhecia” assim como não conhecia nenhum outro homem. Estar esperando um Filho nestas condições era no mínimo um mistério. E este mistério continua, pois Maria concebeu virgem, permaneceu virgem no e depois do parto, mantendo-se, portanto perpetuamente virgem, imaculada, juntamente com seu esposo, São José, vivendo um casamento santo e casto.

Mistério não se explica, se assim não fosse, consequentemente deixaria de ser. Se Maria teve uma concepção virginal, o correto é afirmar e crer que o nascimento do Filho de Deus, assim como sua concepção, também foi um mistério.
A Sagrada Escritura é bastante clara e elucidativa quando fala da concepção virginal de Maria. Já no Antigo Testamento os profetas anunciavam a vinda de um Salvador “nascido de uma virgem”. No Novo Testamento temos a conclusão destas profecias com o nascimento de Jesus, Filho unigênito do Pai.

Através da maternidade divina de Maria, todos nós também nos tornamos filhos seus e foi o próprio Jesus crucificado que nos dá Maria como mãe. Quando Maria, aos pés da cruz ouve do Filho Amado “mulher, eis aí teu filho”, depois disse ao discípulo que Ele amava: “eis aí tua mãe” (Jo 19, 26-27), Jesus não a abandona, Ele a ampara e dá a toda humanidade Maria, sua Mãe, como nossa Mãe.

Quando nossos “irmãos separados” falam que Maria não é nenhuma santa, deusa e ainda que tivesse outros filhos com José, seu esposo, é porque, talvez não acreditem nos desígnios salvíficos de Deus. Temos, nós cristãos, plena consciência que Maria, nossa Mãe, “não é deusa nem maior que Deus”. Não a adoramos. Ela é, sim, para nós, a Mãe de Jesus, Filho de Deus, nossa Mãe por ordem de Jesus Cristo. E quanto a Ela ter outros filhos, podemos perguntar quem são eles? Onde estavam eles que abandonaram a mãe enquanto o irmão mais velho era crucificado, açoitado, humilhado? Eram eles ingratos?
Maria é, com certeza, a nossa Mãe amorosa, intercessora, confiante; a mulher que disse “sim” sem reservas ou limites, a doce e sempre Virgem Maria, Mãe de Deus.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *