quarta-feira , agosto 16 2017
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“Não poupem esforços para ir ao encontro do povo de Deus”

Caríssimos irmãos e irmãs, neste mês de outubro venho partilhar com os nossos diocesanos a alegria de ter participado do curso dos Bispos em Roma, neste último mês de setembro. O curso para os novos bispos é uma organização da Congregação dos Bispos e pretende ser um espaço de formação para os novos bispos, ordenados no mundo todo no último ano.

Este curso acontece em um grande seminário de Roma, chamado Regina Apostolorum e lá estavam aproximadamente 156 novos bispos de vários países do mundo, sendo 16 dos territórios de missão.
Para este curso estiveram presentes diversos cardeais, que procuraram ajudar os bispos a entenderem o dinamismo de governo da Igreja Católica, bem como dar indicações aos bispos sobre o seu ministério pastoral nas diversas dioceses, onde vivem.

O momento mais forte do curso dos bispos foi o encontro com o Santo Padre que teve lugar, no dia 16 de setembro, quando o Santo Padre falou aos bispos e depois cumprimentou a todos com muito carinho.

Na palavra do Papa, dirigida aos novos bispos, estes foram chamados a fazer pastoral da misericórdia, e isto implica, segundo o Papa a não fazer liquidação de pérolas: “Não poupem esforços para ir ao encontro do povo de Deus, estejam perto das famílias com fragilidade. Nos seminários, apontem para a qualidade, não para a quantidade. Desconfiem dos seminaristas que se refugiam na rigidez.”

O Papa Francisco foi incisivo ao falar dos temas dos sacerdotes: “O mundo está cansado de encantadores mentirosos… e, eu me permito dizer, de padres ou bispos na moda. As pessoas ‘farejam’ e se afastam quando reconhecem os narcisistas, os manipuladores, os defensores das causas próprias, os arautos de cruzadas vãs.”

Os bispos, disse Jorge Mario Bergoglio, devem ser capazes de encantar e de atrair os homens e as mulheres do nosso tempo a Deus, sem “lamentações”, sem “deixar nada de não tentado a fim de alcançá-los” ou “recuperá-los”, e graças aos percursos de iniciação (“Hoje, pedem-se frutos demais de árvores que não foram cultivadas o suficiente”).

Foi possível perceber o quanto o Santo Padre está preocupado com a formação dos novos sacerdotes, por diversas vezes o papa voltou a este tema. Em um dos momentos fortes, o Santo Padre afirmou aos bispos: “é necessário vigiar a formação dos futuros sacerdotes, apontando para a “qualidade do discipulado”, e não para a “quantidade” de seminaristas, e usando “cautela e responsabilidade” ao acolher sacerdotes na diocese.

O Papa indicou aos bispos a importância de estarem perto do seu clero; procurou indicar que os Sacerdotes são àqueles que Deus coloca no caminho dos bispos, para que estes os tratem como sua família e reconheça as “fragilidades” de cada padre.

Após o curso dos bispos é tempo de retomar o trabalho em nossa Diocese, sinto que o encontro com o Santo Padre deve ser uma força que deve dinamizar a vida do bispo e de toda a Diocese. Assim é hora de pensar na capacidade desta diocese em viver plenamente o mistério de um Deus misericordioso que quer ir ao encontro de todos os seus filhos.

Já estando em território de nossa Diocese entendo que é momento de assumir o mistério que cabe a cada um de nós. Precisamos neste tempo histórico assumir com eficácia nosso Plano de Pastoral Diocesano, repensar nossas paróquias com fim de dar uma maior dinamicidade ao trabalho do evangelho, da mesma forma recordando as palavras do Santo Padre, não podemos esquecer-nos das vocações na Diocese, tendo um especial carinho às vocações sacerdotais.

Trago a cada um dos nossos Diocesanos uma Bênção e abraço afetuoso do Santo Padre, e que este abraço seja também um incentivo a vivenciar plenamente nossa missão de comunidade. Vivamos plenamente a experiência da misericórdia e estaremos reconstruindo a Igreja.

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